Polícia faz buscas em endereços ligados a Maria do Carmo Seffair
Buscas em Manaus e São Paulo atingem endereços ligados à candidata do PL e à equipe de marketing; denúncia veio após uso da imagem da filha de Omar em vídeo apócrifo
Por Ponto Amazonas - Ponto Amazonas
Atualizado em 29 de outubro de 2026
A Polícia Civil do Amazonas cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à empresária Maria do Carmo Seffair (PL), candidata ao Governo do Amazonas nas eleições de 2026, e a integrantes de sua equipe de campanha. As diligências ocorreram em Manaus e em São Paulo.
Sem mandado de prisão; delegacia investiga
Não houve nenhum mandado de prisão. As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, que ainda não se manifestou sobre o assunto. Nenhum dos alvos dos mandados também se pronunciou até o momento.
Denúncia feita por Omar Aziz
As buscas decorrem de uma denúncia apresentada pelo senador e governador eleito do Amazonas, Omar Aziz. Logo após a vitória, ele denunciou ataques à sua família, entre eles vídeos disparados no WhatsApp que o associavam a crimes e utilizavam imagens da filha do senador, que é menor de idade. “Nunca se fez o que fizeram comigo nessa campanha, colocar minha filha que é menor de idade. Isso não é política, nunca foi (...). A justiça será feita. Essas pessoas não são políticos, são bárbaros. E vão pagar por isso, pelo crime que cometeram contra minha família”, disse Omar durante coletiva após a vitória.
Endereço em São Paulo pertence a publicitário
Em São Paulo, um dos endereços alvo de mandado é de propriedade do publicitário George Wilde, contratado pela campanha da então candidata para comandar o núcleo de marketing de Maria do Carmo na disputa eleitoral.
Radialista negou envolvimento em vídeo
Em Manaus, um dos locais onde houve cumprimento de mandado foi o Residencial Bellagio, no bairro Adrianópolis, que seria ligado ao radialista Jefferson Coronel, integrante da equipe de campanha da empresária. De acordo com vídeos obtidos pela reportagem do veículo de origem, os policiais chegaram ao endereço em uma viatura descaracterizada e entraram normalmente pela portaria do prédio. Pouco depois, saíram carregando um computador e sacos com materiais apreendidos.
Em vídeo ao vivo publicado nas redes sociais na última segunda-feira, Coronel afirmou que não viu nem produziu o vídeo. “Não fui contratado para ser o marqueteiro, fui contratado para ser assessor de imprensa e ajudar na preparação dela para os debates. E foi o que eu fiz (...) Não tive acesso a nenhum dos filmes, dos vídeos ou dos programas que foram produzidos durante a campanha. Não era o meu papel”, declarou.
A reportagem de origem também tentou contato com o radialista, mas não obteve resposta.
Posicionamento da campanha
A assessoria de imprensa de Maria do Carmo Seffair não havia se manifestado até a publicação do texto de origem, que informou que um posicionamento deveria ser enviado ainda durante a manhã.








