Tucumanus e Victor Xamã se encontram no Sou Manaus 2026
Banda celebra 20 anos com show ao lado de Victor Xamã no dia 6, às 19h15, no Palco Malcher, com Manifesto em destaque.
Por Ponto Amazonas - Ponto Amazonas
Atualizado em 02 de setembro de 2026
"Somos um povo cansado de ouvir querendo falar. Somos arte que combate a estagnação e se expressa para transformar a realidade, quebrar os estereótipos e romper as barreiras do silêncio". O trecho abre o Manifesto escrito há 12 anos pelo guitarrista Denilson Novo, um dos fundadores dos Tucumanus, e será um dos destaques do show da banda no Festival Sou Manaus Passo a Paço 2026, no dia 6 de setembro, às 19h15, no Palco Malcher, no Centro Histórico de Manaus.
A apresentação marca o reencontro dos Tucumanus com o rapper Victor Xamã. A parceria estreou no Festival João Rock, em Ribeirão Preto (SP), e agora desembarca em Manaus.
O momento não é casual: 2026 é o ano em que a banda completa 20 anos de trajetória, enquanto Victor Xamã celebra uma década de carreira. Aos Tucumanus, que misturam rock, guitarradas e referências da cultura popular, cabe levar essa sonoridade para o encontro.
"Tocar em casa tem um significado ainda maior. Poder trazer para o público esse encontro com o Victor Xamã, que começou no João Rock, e viver isso agora em Manaus é uma forma muito especial de comemorar essas duas décadas", afirma Denilson.
No repertório estão "Serpenteia", "120 Ponta Negra", "O Boto", "Carapuça" e "Tudo em Comprimidos". A concepção do show foi pensada para dialogar com o Manifesto, das referências musicais à presença de outros artistas amazonenses na construção visual.
Do Manifesto para o palco
Escrito por Denilson Novo em janeiro de 2014, o Manifesto parte da farinha de mandioca para tratar do elo cultural entre os povos da região, da identidade amazônica, da produção cultural local e da necessidade de derrubar estereótipos sobre a Amazônia. O pirão entra como metáfora da mistura de diferentes expressões artísticas.
Segundo o autor, o texto é um desabafo de verdades artísticas ancorado nas raízes culturais amazônicas, voltado a quebrar estereótipos, combater a ignorância e romper a barreira do silêncio de quem desconhece a região — ou de quem se arrisca a falar dela sem nunca tê-la visto, ouvido ou sentido. "É um recorte da nossa identidade, exigindo o direito de resposta", afirma Denilson Novo.
Esse conceito também se materializa na cenografia do show. Os músicos sobem ao palco com camisetas de bandas de Manaus, em homenagem à cena local, e o telão exibe trabalhos de criadores amazonenses como Manaus Macaco, Leo Mancini e Jayth Chaves Neto.
O novo momento de Victor Xamã
O rapper chega ao festival na esteira de "Estreito", álbum produzido com o sul-coreano WillsBife. O disco aproxima sonoridades da Amazônia e da Coreia do Sul por meio do rap, do neo soul e de experimentações musicais.
Formação e onde ouvir
A Tucumanus é formada por Clóvis Rodrigues no vocal e efeitos percussivos; Denilson Novo na voz e guitarra; Mario Ruy no baixo e voz; Dayan Winicius na guitarra e voz; Matheus Simões na bateria; Igor Brasil na percussão; Álvaro Nascimento no trompete; e Francirbone no trombone.
No Spotify, o grupo tem faixas como "Até o Sol Sair" (2016), "Serpenteia", "Churrasco de Gato" e "O Boto" (2014). No YouTube estão os conteúdos audiovisuais, entre eles o documentário "Obá Obá Obá", dirigido por Vincent Moon e Benjamin Rassat, além de "Manaus Circus Sonante", "Amazônia Music Conspiração" e o videoclipe de "Churrasco de Gato". A programação completa da banda fica no Instagram (@tucumanus).









