Aeroporto de Manaus terá courier e projeto imobiliário de 23 hectares
Manaus Airport anuncia serviço de remessa expressa e programa imobiliário; prazo de compras internacionais cai para 1 semana.
Por Ponto Amazonas - Ponto Amazonas
Atualizado em 25 de julho de 2026
O Manaus Airport apresentou, nesta quinta-feira (23), um plano para transformar o terminal em plataforma de logística, negócios e desenvolvimento econômico, com o objetivo de inserir a Amazônia na rota global do comércio eletrônico. Durante o evento Manaus Airport em Movimento, a Concessionária dos Aeroportos da Amazônia — integrante da rede VINCI Airports — lançou um programa de desenvolvimento imobiliário (Real Estate) para o entorno do sítio aeroportuário e anunciou a implantação do serviço de Remessa Expressa (Courier) no Terminal de Cargas.
Segundo a concessionária, a nova operação de courier reduzirá de até 60 dias para cerca de uma semana o prazo de entrega de compras internacionais destinadas à região Norte. O investimento é de R$ 1,7 milhão, aplicado em modernização tecnológica, adequação alfandegária e implantação de um novo sistema de gerenciamento de armazéns (WMS).
Primeiro do Norte habilitado ao courier
Com a mudança, o Manaus Airport passa a ser o primeiro aeroporto da região Norte autorizado a operar o serviço de courier para compras internacionais, entrando no grupo dos principais hubs logísticos brasileiros, ao lado de Guarulhos, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba. A expectativa inicial, informou a empresa, é movimentar cerca de 10 mil pacotes por dia, com conexão direta às operações de grandes plataformas de comércio eletrônico, como Amazon, Shopee, Shein e Temu.
O Terminal de Cargas, que hoje atende à demanda da Zona Franca de Manaus, passa a integrar as cadeias globais do e-commerce — mercado que movimenta mais de US$ 4 trilhões por ano no mundo. Além de entregas mais rápidas ao consumidor, a operação abre espaço para ampliar as exportações de produtos fabricados na Zona Franca e de itens produzidos na Amazônia, segundo o release da assessoria.
Estudo aponta 23 hectares para novos empreendimentos
O outro anúncio do evento foi o programa de Real Estate, estratégia que converte a infraestrutura aeroportuária em vetor de atração de investimentos, expansão logística, estímulo ao turismo e geração de negócios.
Um estudo da consultoria Colliers identificou, dentro dos quase 14 milhões de metros quadrados do sítio aeroportuário, uma área de aproximadamente 235 mil metros quadrados (23 hectares) com potencial para receber empreendimentos como condomínio logístico, hotel com 150 quartos, centro de convenções, atacarejo, escritórios e shopping center.
De acordo com a concessionária, a iniciativa busca atrair investimento privado, gerar empregos, ampliar a competitividade da Zona Franca de Manaus e preparar a infraestrutura para o crescimento das operações logísticas e do comércio eletrônico. A proposta segue tendência já observada em aeroportos administrados pela VINCI Airports em outros países, onde os sítios aeroportuários se consolidam como polos de negócios, inovação e serviços — e, na avaliação da empresa, representa uma nova etapa da estratégia para a região, integrando infraestrutura aeroportuária, desenvolvimento urbano e atração de investimentos num mesmo ambiente de negócios.
R$ 1,4 bilhão em sete aeroportos
O Manaus Airport está em uma capital que possui a sexta maior economia do Brasil e abriga um dos principais polos industriais do país. Ao longo do evento, a empresa apresentou sua visão estratégica para a Amazônia, com balanço das transformações promovidas desde o início da concessão, dos investimentos em infraestrutura e inovação, da expansão da conectividade aérea, do fortalecimento do terminal de cargas e da agenda socioambiental na região.
Em quatro anos, a concessionária investiu R$ 1,4 bilhão na modernização dos sete aeroportos amazônicos sob sua gestão — Manaus, Porto Velho, Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tabatinga, Tefé e Boa Vista —, ampliando capacidade operacional, eficiência logística e a experiência dos passageiros.
"Os aeroportos do século XXI deixaram de ser apenas locais de embarque"
O CEO da Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, Kleyton Mendes, resumiu a lógica por trás dos anúncios:
"Os aeroportos do século XXI deixaram de ser apenas locais de embarque e desembarque. Hoje, os principais aeroportos do mundo são plataformas de negócios, inovação, logística e transformação econômica. É essa visão que orienta a atuação da VINCI Airports e é essa mesma visão que estamos construindo para a Amazônia."
Ainda segundo o executivo, a estratégia combina infraestrutura, logística, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento imobiliário para ampliar o papel do Manaus Airport como porta de entrada da Amazônia para o Brasil e para o mundo.
Sobre o Manaus Airport
Um dos principais hubs aéreos do Norte do país, o Manaus Airport conecta anualmente quase 3 milhões de passageiros a destinos nacionais e internacionais. Abriga o terceiro maior terminal de cargas do Brasil, com capacidade para movimentar mais de 300 mil toneladas de cargas simultaneamente.
Na área ambiental, o terminal recebeu o reconhecimento internacional Green Airport, da ACI-LAC (Airports Council International – Latin America & Caribbean). Em 2025, foi eleito pela ANAC o aeroporto mais sustentável do país no eixo Sociedade em sua categoria e recebeu o Prêmio Destaques do Ano 2025, da Smacna Brasil/Abrava, pela implantação de um sistema de climatização inovador e sustentável.
O aeroporto é administrado desde 2022 pela Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, da rede VINCI Airports. No período, passou por investimentos em infraestrutura, ampliou capacidade operacional, fortaleceu a conectividade e incorporou padrões globais de eficiência, segurança, sustentabilidade e experiência do cliente, reafirmando o compromisso da empresa de Conectar para Transformar.








