Omar Aziz defende valorização de policiais em plano para AM
Eixo 2 do plano de Omar Aziz aponta déficit de 57% no efetivo policial do AM e propõe valorização de carreiras na segurança pública.
Por Ponto Amazonas - Ponto Amazonas
Atualizado em 09 de julho de 2026
O senador e pré-candidato ao Governo do Amazonas Omar Aziz apresentou o Eixo 2 do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Amazonas, documento que coloca a valorização dos profissionais de segurança pública entre as prioridades para reestruturar o sistema de proteção à população do estado. A proposta remete à experiência do próprio Omar à frente do governo estadual, entre 2010 e 2014, período em que os policiais amazonenses figuravam entre os mais bem remunerados do país.
Segundo o diagnóstico contido no plano, o aumento dos recursos destinados à segurança nos últimos anos não foi acompanhado por avanços equivalentes na estrutura das instituições, na valorização das carreiras e nas condições de trabalho dos servidores.
Déficit de efetivo compromete atuação das forças de segurança
O levantamento mostra que as corporações de segurança do Amazonas contam hoje com apenas 10.195 profissionais atuando na atividade-fim — cerca de 42% do total previsto em lei. O déficit, que ultrapassa 57%, reduz a capacidade operacional das instituições, sobrecarrega os servidores em atividade e dificulta a expansão da presença do Estado nas regiões do interior.
Na avaliação de Omar Aziz, fortalecer a segurança pública passa necessariamente por planejamento, valorização profissional e melhor aproveitamento dos recursos já disponíveis.
“Não existe segurança pública forte sem um policial valorizado e carreira com previsibilidade. O Amazonas precisa cuidar de quem cuida da população. Vamos reorganizar as carreiras, valorizar os profissionais, modernizar as instituições e garantir condições de trabalho para que a segurança chegue aos bairros, aos municípios, aos rios e às comunidades do interior”, afirmou Omar.
Regularização de datas-base e promoções está entre as propostas
Entre as ações previstas no plano estão a atualização das leis de carreira, a regularização progressiva de datas-base e promoções em atraso, a recomposição da remuneração, a padronização dos direitos indenizatórios e a implantação de políticas permanentes de reajuste e progressão funcional. O documento prevê ainda a modernização da gestão de pessoal, com sistemas integrados voltados a reduzir burocracia e judicialização, além da reformulação do Serviço Extra Gratificado, com novos critérios e valores atualizados.
Na área de saúde do servidor, a proposta inclui a criação do Programa Estadual de Saúde do Servidor da Segurança, destinado ao acompanhamento físico, psicológico e preventivo dos profissionais que atuam sob pressão constante e em atividades de risco.
Recursos disponibilizados não foram totalmente aplicados
O plano chama atenção também para a baixa execução orçamentária na área de segurança. Entre 2020 e 2025, o Fundo Estadual de Segurança Pública disponibilizou aproximadamente R$ 525,9 milhões, dos quais apenas R$ 173,6 milhões foram efetivamente aplicados — ou seja, mais de R$ 352 milhões não chegaram a se converter em ações concretas para as forças de segurança.
No âmbito federal, o documento aponta que, entre 2019 e 2025, o Governo Federal repassou ao Amazonas cerca de R$ 308,98 milhões por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública. Desse montante, o Estado executou apenas 58%, deixando parados aproximadamente R$ 128,97 milhões.
Para Omar Aziz, a subutilização desses recursos limita a capacidade operacional do governo estadual, atrasa investimentos em tecnologia, inteligência e infraestrutura, e impede que os avanços cheguem de forma efetiva à população.
O plano conclui que valorizar os profissionais de segurança é condição essencial para fortalecer as corporações, melhorar o atendimento à população e consolidar uma política permanente de proteção à sociedade amazonense.








