Alunos do CETI Gláucio Gonçalves, em Parintins, protestam por alimentação
Merenda escolar foi reduzida na escola estadual e alunos protestaram na segunda-feira; motivo seria a falta de pagamento para empresa terceirizada
Por Dante Graça - Ponto Amazonas
Atualizado em 27 de outubro de 2026
Estudantes do Centro de Educação em Tempo Integral (CETI) Deputado Gláucio Gonçalves, em Parintins, fizeram um protesto na tarde desta segunda-feira por conta da redução da merenda escolar oferecida na instituição. Os alunos têm direito a três refeições por dia: café da manhã, almoço e merenda da tarde. Nesta segunda-feira, porém, o café da manhã não foi servido.
Os estudantes ocuparam todo o saguão e os corredores da escola, administrada pela Secretaria de Estado de Educação, com cartazes cobrando o direito da alimentação. Muitos alunos dependem da alimentação da escola, já que passam boa parte do dia estudando no espaço. “Eu peço a vocês que lutem pelo direito da nossa alimentação, que já não é das melhores e ainda faltar um negócio desse?”, diz um dos estudantes em um vídeo que circulou nas redes sociais.
O aluno chega a dizer que não sabe se será suspenso, mas que está na escola desde 2020 e que os problemas são recorrentes. O discurso é apoiado por todos os demais colegas presentes.
O corte na merenda escolar, segundo os estudantes, acontece por conta da falta de pagamento por parte do Governo do Amazonas para a empresa terceirizada que presta o serviço. Em nota publicada pelo site AM em Pauta, de Parintins, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação cobra o pagamento dos valores devidos aos trabalhadores do setor.
Além do protesto pela falta de alimentação, os estudantes relataram problemas estruturais na escola. São pelo menos quinze pontos apontados pelos alunos, como infiltrações em salas de aula, laboratórios sucateados, falta de água, falta de materiais esportivos e pedagógicos, problemas na cozinha e falta de profissionais de limpeza e segurança, entre outros.








