Três são presos por latrocínio de empresário em Manaus
Forças de Segurança identificaram quatro envolvidos na morte de empresário; um suspeito segue foragido.
Por Ponto Amazonas - Ponto Amazonas
Atualizado em 06 de junho de 2026
As Forças de Segurança do Amazonas apresentaram, nesta sexta-feira (5), o resultado das ações que levaram à prisão de três envolvidos na morte do empresário Evilázio Alves da Silva, de 60 anos. O crime ocorreu na terça-feira (2), em um mercadinho de propriedade da vítima, localizado no bairro São José Operário, zona leste de Manaus.
As prisões ocorreram no âmbito da Operação Segurança Presente. Na quinta-feira (4), foram detidos Andeson da Silva Alves, de 39 anos, e Luiz Fernando Branches do Nascimento, de 21 anos. Já nesta sexta-feira, João Victor Gomes da Silva, conhecido como “Vitinho”, foi localizado e preso poucas horas após ter a imagem divulgada como procurado.
Investigação mobilizou forças integradas
Durante a coletiva de imprensa, o secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), coronel Anézio Paiva, afirmou que a rápida identificação dos suspeitos foi resultado da atuação conjunta entre a Secretaria de Segurança Pública, as Polícias Civil e Militar e o sistema Cerco Inteligente de Videomonitoramento.
Segundo ele, o sistema Paredão foi acionado logo após o crime, permitindo identificar rapidamente os meios utilizados pelos criminosos e os principais suspeitos.
“Desde o primeiro momento em que ocorreu o crime, o sistema Paredão foi ativado. Em apenas uma hora, já tínhamos informações sobre os meios empregados e a identificação dos suspeitos. A partir disso, as equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar foram mobilizadas e, em menos de 48 horas, já alcançamos resultados concretos”, afirmou.
O secretário destacou ainda que as diligências continuam para localizar os demais envolvidos.
“É determinação do governador Roberto Cidade que nenhum crime cometido em Manaus ou no interior do Amazonas fique impune. Os responsáveis serão presos e responderão perante a Justiça”, declarou.
Quatro envolvidos foram identificados
O delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Bruno Fraga, informou que as investigações permitiram esclarecer a dinâmica do latrocínio e apontar a participação de quatro pessoas na ação criminosa.
De acordo com ele, a integração entre a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e a Polícia Militar foi decisiva para o avanço das investigações.
“Não se trata apenas da elucidação de um crime, mas da responsabilidade que temos com a população amazonense. As investigações permitiram identificar quatro envolvidos. A Polícia Civil representou pelas prisões cautelares e, até o momento, dois suspeitos já foram presos, enquanto outros dois permanecem foragidos”, disse.
O comandante-geral da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), coronel Klinger Paiva, ressaltou a atuação da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) nas diligências que resultaram nas prisões.
“Assim que tomamos conhecimento do caso, acionamos a Rocam para atuar nas diligências. O trabalho integrado permitiu identificar rapidamente os suspeitos e chegar ao principal investigado. As equipes receberam informações sobre o paradeiro dele e realizaram a prisão de forma imediata”, afirmou.
O coronel também destacou a importância das denúncias feitas pela população.
“A Polícia Militar, a Polícia Civil e todo o sistema de segurança permanecem nas ruas trabalhando para garantir segurança à população. As denúncias da sociedade são fundamentais para fortalecer esse trabalho”, concluiu.
Como o crime aconteceu
Os investigados foram identificados como Andeson da Silva Alves, Luiz Fernando Branches do Nascimento, João Victor Gomes da Silva, o “Vitinho”, e Rawlison Oliveira Pampolha, conhecido como “Velho” ou “Bad Boy”.
O delegado Ricardo Cunha informou que, no momento do crime, Evilázio Alves da Silva estava em seu estabelecimento comercial quando foi surpreendido pelos criminosos.
Segundo o delegado, os suspeitos entraram no local, fizeram as pessoas presentes reféns e passaram a agredir a vítima física e verbalmente.
“Durante a ação, os suspeitos exigiam uma quantia de R$ 120 mil, informação que posteriormente descobrimos ter sido repassada ao grupo criminoso e que motivou a prática do delito”, declarou.
Ainda conforme Ricardo Cunha, durante o assalto, o empresário reagiu e acabou atingido por um disparo de arma de fogo, morrendo no local. Após a ação, os criminosos fugiram em motocicletas que aguardavam nas proximidades.
Prisões ocorreram após análise de imagens
O delegado informou que, assim que o caso foi comunicado às autoridades, equipes da DEHS iniciaram as diligências e passaram a atuar em conjunto com a Polícia Militar e os setores de inteligência.
“Logo após recebermos a informação do crime, nossas equipes se deslocaram ao local e verificaram que toda a ação havia sido registrada por câmeras de segurança. Paralelamente, mantivemos contato permanente com a Rocam e com os setores de inteligência. Esse trabalho conjunto permitiu identificar rapidamente os primeiros envolvidos”, disse.
Luiz Fernando, apontado pelas investigações como autor do disparo que matou a vítima, foi preso no dia seguinte ao crime durante uma ação da Rocam.
“As características físicas do suspeito coincidiam com as imagens captadas pelas câmeras e com todas as evidências reunidas pela Delegacia de Homicídios. Diante das provas apresentadas, ele confessou a participação no crime, revelou a motivação da ação criminosa e confirmou o envolvimento do grupo. Embora tenha alegado que não pretendia matar a vítima, afirmou que estava cumprindo uma missão determinada pela organização criminosa”, relatou.
As investigações apontam ainda que Andeson da Silva Alves teria dado suporte à fuga dos criminosos utilizando uma motocicleta.
Já João Victor Gomes da Silva, o “Vitinho”, foi preso nesta sexta-feira (5). Conforme a polícia, ele teria participado diretamente da ação criminosa dentro do mercadinho.
Suspeito segue foragido
De acordo com Ricardo Cunha, Rawlison Oliveira Pampolha, conhecido como “Velho” ou “Bad Boy”, é o único investigado que permanece foragido.
“Agora Rawlison é o único que continua sendo procurado. Ele é considerado extremamente perigoso, com três mandados de prisão em aberto e histórico de participação em diversos roubos registrados em Manaus. Apesar de já ter sido preso anteriormente pelas forças de segurança, voltou a delinquir e continua sendo procurado”, afirmou.
Ao final da coletiva, o delegado reforçou o pedido de colaboração da população.
“Pedimos o apoio da sociedade por meio dos canais de denúncia da Segurança Pública e da Polícia Civil. As informações podem ser repassadas com garantia absoluta de sigilo. A participação da população é fundamental para retirarmos criminosos perigosos do convívio social e fortalecer ainda mais o trabalho das forças de segurança”, concluiu.
Denúncias
A Polícia Civil do Amazonas informou que denúncias sobre o paradeiro de Rawlison Oliveira Pampolha, conhecido como “Velho” ou “Bad Boy”, podem ser feitas de forma anônima pelos números (92) 98118-9535, da DEHS, 197 e (92) 3667-7575, da Polícia Civil, além do 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.







