Estiagem no AM atinge 146 mil famílias e 47 municípios estão em emergência
Boletim da Defesa Civil aponta outros 15 municípios em Alerta. Parintins tem qualidade do ar péssima, a pior do Amazonas
Por Ponto Amazonas - Ponto Amazonas
Atualizado em 01 de novembro de 2026
O Governo do Amazonas, por meio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, divulgou neste domingo (1º/11) o boletim atualizado sobre a estiagem no estado. De acordo com a Defesa Civil, 146.425 famílias foram atingidas pelo desastre.
Segundo o balanço, 47 municípios estão atualmente em situação de Emergência: Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Boca do Acre, Borba, Boa Vista do Ramos, Caapiranga, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Japurá, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tapauá, Tefé, Tonantins, Uarini e Urucurituba.
Outros 15 municípios estão em situação de Alerta: Barcelos, Beruri, Canutama, Codajás, Fonte Boa, Guajará, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manaus, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará.
Qualidade do ar: Parintins tem a pior classificação
A Defesa Civil do Amazonas informou que, na manhã deste domingo (1º/11), a qualidade do ar apresentou diferentes níveis de comprometimento pelo estado. Parintins registrou a pior classificação, com qualidade do ar péssima. Outros 11 municípios tiveram índices entre ruim e muito ruim, e 25 ficaram na faixa moderada.
Classificação por município
Péssima (1): Parintins.
Ruim e muito ruim (11): Autazes, Barreirinha, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manaus, Maués, Nova Olinda do Norte, São Sebastião do Uatumã, Silves e Urucurituba.
Moderada (25): Alvarães, Barcelos, Benjamin Constant, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Humaitá, Japurá, Jutaí, Manaquiri, Manicoré, Novo Airão, Novo Aripuanã, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tapauá, Tefé e Urucará.
Operação Estiagem 2026 já alcança 15 municípios
Em 27 de outubro, o Governo do Amazonas enviou mais de 13 toneladas de alimentos a Anamã e Rio Preto da Eva. Juntos, os dois municípios receberão 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água de 500 litros.
Com essas entregas, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 chega a 15 municípios. O total distribuído é de 4.800 cestas básicas, o equivalente a aproximadamente 96 toneladas de alimentos, além de 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água. As ações terão continuidade conforme o monitoramento das condições hidrológicas e as demandas dos municípios.
Combate às queimadas mobiliza 1.500 servidores e 18 aeronaves
O Estado também atua na prevenção e no combate às queimadas e aos efeitos da estiagem, em articulação com o Governo Federal. Cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, participam da operação, apoiada por 18 aeronaves: 16 do Governo Federal e duas do Governo Estadual. São oito Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros.
Entre as medidas adotadas estão a contratação de mais 153 brigadistas florestais, por meio do programa Floresta em Pé, o monitoramento e o combate aos incêndios e a entrega de viaturas, incluindo picapes equipadas com kits de combate a incêndio, e de equipamentos multimissão.
Fiscalização ambiental
Na área de fiscalização, a Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, e a operação Amazonas+Verde realiza ações de combate a incêndios em 33 municípios. Já a Operação Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo com apoio de drones e viaturas equipadas com internet via Starlink, e pode aplicar multas e embargos em casos de infração.
Balanço do CBMAM e decretos
Entre 1º de junho e 31 de outubro, o CBMAM contabilizou 3.942 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 24.439 focos de incêndio em todo o estado. Desse total, 4.750 foram registrados na capital e 19.689 no interior.
Como medida preventiva, o Estado editou decretos que proíbem o uso do fogo por 120 dias em todo o Amazonas, ressalvadas as exceções previstas em lei. Por decreto, também foram declaradas situações de emergência por 180 dias nas áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o estado, em razão da estiagem, o que permite ampliar as ações de resposta e recuperação.
Educação ambiental e monitoramento por satélite
As iniciativas incluem ainda atividades de educação ambiental, que alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto de 2026. O monitoramento dos focos de calor por imagens de satélite, feito pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), serve para direcionar as fiscalizações e identificar possíveis infrações ambientais.






