PF mira AADESAM e cumpre mandados; R$ 17 milhões são bloqueados
Ordem partiiu da Justiça Eleitoral, que tem suspeitas de lavagem de dinheiro, desvio de recursos e financiamanento eleitoral irregular na campanha de 2022
Por Ponto Amazonas - Ponto Amazonas
Atualizado em 24 de setembro de 2026
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (24/9) a Operação Combustão para cumprir seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral. A ação integra uma investigação sobre a possível prática de desvio de recursos públicos, lavagem de capitais e financiamento eleitoral irregular relacionados às eleições de 2022.
Além das buscas, a Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de R$ 17 milhões em bens e valores.
Segundo a PF, a apuração aponta para um suposto esquema que envolveria o uso de recursos provenientes de contratos celebrados pela Associação Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM). Na sequência, de acordo com as investigações, haveria circulação de valores entre pessoas físicas e jurídicas vinculadas aos fatos apurados.
Não foram revelados os locais onde os mandados foram cumpridos, mas uma das imagens divulgadas pela Polícia Federal mostra uma picape estacionada em uma garagem com adesivos das candidaturas de Wilson Lima ao Senado - que era o governador e por consequência o chefe da AADESAM em 2022 -, Roberto Cidade ao Governo do Estado e Coronel Bonates, ex-secretário de Segurança de Wilson Lima, a deputado estadual.
Conforme informou a corporação, os investigados poderão responder, na medida da responsabilidade de cada um, pelos crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral.
AADESAM investigada também em 2026
E não é só em relação a 2022 que a gestão da AADESAM é investigada. O Ministério Público Eleitoral pediu, na última semana, o afastamento do presidente do órgão, William Abreu, por descumprimento de uma ordem judicial relacionada a desligamentos e contratações de funcionários.
O órgão demitiu 469 servidores no período de restrição eleitoral. Além disso, a AADESAM também foi alvo de uma operação que apura um suposto uso do órgão para favorecer a candidatura de Roberto Cidade à reeleição.
William Abreu é nome querido pelo grupo de Wilson e Cidade. Ele foi secretário de Justiça e Cidadania no governo Wilson Lima e em fevereiro de 2026 foi nomeado para a AADESAM pelo então governador. Quando Cidade assumiu, William escapou das mudanças administrativas e seguiu no comando do órgão que agora está no centro das investigações.






