Inadimplência cai pelo 3º mês seguido no Amazonas, aponta CNC
Percentual de famílias com contas em atraso caiu de 48,2% para 45,9% em agosto, segundo a Peic; comprometimento da renda recuou.
Por Ponto Amazonas - Ponto Amazonas
Atualizado em 23 de setembro de 2026
A inadimplência recuou pela terceira vez seguida no Amazonas, e as famílias do Estado chegaram a agosto com as contas mais organizadas. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), levantamento mensal da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que também registrou redução no peso das dívidas sobre o orçamento doméstico.
Em agosto, 45,9% das famílias amazonenses tinham alguma conta em atraso. Em julho, o índice era de 48,2%. O recuo de 2,3 pontos percentuais indica que, mesmo com as dívidas ainda presentes no dia a dia de boa parte dos consumidores, menos famílias estão deixando de quitar seus compromissos.
Outro indicador aponta na mesma direção. A fatia de famílias que dizem não ter condições de pagar as dívidas em atraso passou de 16,1% para 14,3%, o menor nível desde novembro de 2021.
A queda aparece nos dois grupos de renda analisados. Entre as famílias com rendimento de até dez salários mínimos, 47,4% estavam com pagamentos atrasados em agosto. No grupo que ganha mais de dez salários mínimos, o índice ficou em 31,7%. Nos dois casos, a inadimplência diminuiu na comparação com julho.
Menor parte da renda vai para as dívidas
De acordo com a pesquisa, os débitos passaram a ocupar um espaço menor no orçamento das famílias. Em agosto, o comprometimento médio da renda caiu para 30,7%. Também recuou, para 25,1%, a proporção de famílias que usam mais da metade do que ganham para pagar dívidas, o resultado mais baixo desde dezembro de 2019.
Em Manaus, o tempo médio de atraso diminuiu pelo quarto mês consecutivo e chegou a 57,5 dias.
Endividamento segue elevado
Mesmo com a inadimplência em queda, o volume de famílias endividadas continua alto. Em agosto, 88,1% tinham algum tipo de dívida a vencer, como cartão de crédito, carnê de loja, empréstimos ou financiamentos. Em julho, eram 88,3%.
A comparação com agosto de 2025 revela um contraste: há mais famílias endividadas, porém menos com contas atrasadas. Um ano atrás, 86,5% tinham dívidas e 48,7% estavam inadimplentes. Agora, os índices são de 88,1% e 45,9%, respectivamente.
Como a pesquisa é feita
Na avaliação da Fecomércio Amazonas, os números permitem acompanhar não só o volume de dívidas, mas principalmente se as famílias conseguem manter os pagamentos em dia e preservar parte da renda para o consumo.
Realizada mensalmente pela CNC desde 2010, a Peic acompanha indicadores como endividamento, contas em atraso, capacidade de pagamento e comprometimento da renda. A coleta ocorre em todas as capitais dos estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.






